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A árvore evolucionária dos dinossauros está toda errada

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Árvore Evolutiva
Árvore Evolutiva

Oops … A árvore evolutiva do dinossauro é toda errada!

Um novo estudo revolucionou a árvore evolutiva dos dinossauros, produzindo “a maior mudança para a árvore de dinossauros em 130 anos” (New Scientist, 25 de março de 2017, p.9). O antigo sistema classificou os dinossauros em duas famílias de dinossauros significativamente distintas, aquelas com quadris semelhantes a pássaros que apontam para baixo e para a cauda, ​​chamados de ornitísquios, e aqueles com quadris parecidos com lagartos que apontam para baixo e para a frente, chamados saurísquios. O novo sistema de classificação baseou-se tanto em novas descobertas de dinossauros que não estavam disponíveis anteriormente e uma análise mais recente dos traços de dinossauro. Em vez de se concentrar no osso pélvico, como no sistema antigo, Baron e sua equipe analisaram 457 características em 74 espécies (Baron et al. A new hypothesis of dinosaur relationships and early dinosaur evolution. Nature. 2017;453(7646):501-506; Padian K. Dividing the Dinosaurs. Nature. 2017;543(7646):494).

Eles descobriram que as 21 características anatômicas selecionadas podem ser usadas para dividir os dinossauros de forma muito diferente do sistema mais antigo. Como não há maneira correta de selecionar traços usados ​​para classificar, a seleção de outros traços poderia ser usada para dividir os dinossauros em uma árvore evolutiva ainda diferente. Com base nessas características, a nova árvore coloca T. rex e outros terópodes ao lado das criaturas com “asas de pássaros”, e os saurópodes com aqueles relacionados à Herrerasaurus, um carnívoro bípede sul-americano. Estes resultados forçaram o desenvolvimento de uma nova árvore genealógica de dinossauros. Esta revolução não é incomum na biologia evolucionária e ilustra a fragilidade da classificação da vida, um campo denominado Taxonomia. Usando um conjunto de traços pode-se produzir uma taxonomia, e usar outro conjunto diferente pode produzir uma taxonomia muito diferente. Assim, as classificações de taxonomia são um pouco tênues.

O táxon Dinosauria foi nomeado em 1842 pelo paleontólogo Sir Richard Owen (1804-1892), um criacionista. Richard Owen foi um dos mais fortes opositores científicos do darwinismo durante a era de Darwin. O termo dinossauro significa lagarto terrível devido a seu tamanho e suposta ferocidade. Os paleontologistas admitem que não sabem quase nada sobre a evolução inicial dessas criaturas, e em particular sobre a evolução dos dinossauros antes da divisão saurísquio-ornitísquio (Forster C. The First Dinosaurs. Capítulo 2, 2000, pp.52 em Silverberg R (Ed.). The Ultimate Dinosaur. Nova York, Simon e Schuster). Assim, novas descobertas podem revolucionar suas conclusões, como ocorreu neste caso. A taxonomia não é apenas usada para determinar árvores evolutivas, mas também para diferenciar uma espécie de outra. O problema é que o conceito de espécie é um método imperfeito e problemático para classificar a vida. Como classificou a taxonomista Carol Yoon, a classificação de espécies era a “área cinzenta do campo” e, mais problemática, “era um alvo em movimento”, como mostra este novo estudo de dinossauros (C. Yoon, 2009, Naming Nature: The Clash Between Instinct and Science, New York: Norton, pp 104-105). O choque entre instinto e ciência. Nova Iorque: Norton. Pp. 104-105). O choque entre instinto e ciência. Nova Iorque: Norton. Pp. 104-105).

Fonte: Creation-Evolution Headlines.

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Everton F. Alves
É escritor, palestrante e editor. Mestre em Ciências (Imunogenética) pela Universidade Estadual de Maringá (UEM) e Especialista em Biotecnologia (Biologia molecular) pela mesma Universidade. Autor de dezenas de publicações em diversos periódicos científicos na área Biomédica. Autor dos livros "Revistando as Origens" (ISBN 978-85-910566-3-7) e "Teoria do Design Inteligente" (ISBN 978-85-910566-4-4). É membro da Sociedade Brasileira do Design Inteligente (SBDI). É membro fundador do Núcleo Maringaense da SCB (Numar-SCB) e ex-Diretor de Ensino do Núcleo (2015-2017). A frente do Departamento de Ensino, foi o Idealizador/coordenador do Programa "Diálogo sobre as Origens" (2016-2017). Atualmente, é Cofundador e Editor-chefe da Origem em Revista (ISSNe: 2594-6579).