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A crença do SETI não precisa de evidência

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Agora eles estão oferecendo desculpas para o silêncio, dizendo que é exatamente o que eles esperam.

Ainda não ouvimos falar de alienígenas – aqui está o motivo pelo qual talvez nunca possamos ouvir“. Essa é a manchete de Leah Crane em New Scientist.

A pesquisa mais ambiciosa até agora para a inteligência extraterrestre lançou seus primeiros dados – e ainda não há alienígenas. A falta de sucesso pode ser explicada pelo resultado de uma nova abordagem para o cálculo da probabilidade de detectar sinais alienígenas. Este cálculo sugere que talvez nunca façamos contato, mesmo que a vida extraterrestre seja comum.

Um novo esforço chamado Breakthrough Listen, com US$ 100 milhões para gastar vindos de um bilionário russo Yuri Milner, “pretende ser a pesquisa maior e mais abrangente de todas”, diz ela. É difícil vê-lo feliz com seu investimento com todas as novas desculpas voando ao redor. Não é apenas o velho problema da agulha em um palheiro que todo mundo no SETI conhece muito bem; É pior. A probabilidade de encontrar qualquer coisa é tão baixa, que talvez nunca possamos encontrar alguém lá fora. Esta avaliação negativa vem de Claudio Grimaldi do Instituto Federal Suíço de Tecnologia em Lausanne, Suíça.

Grimaldi assumiu que os sinais de um emissor extraterrestre podem ficar mais fracos ou serem bloqueados à medida que viajam, então eles só cobririam certo volume de espaço. É relativamente simples calcular a probabilidade de que a Terra esteja dentro desse espaço e assim ser capaz de detectar o sinal. “Nem todos os sinais podem ser visíveis ao mesmo tempo – apenas aqueles que se cruza com a Terra“, diz Grimaldi. Ele descobriu que mesmo que metade da nossa galáxia estivesse cheia de ruído estranho, o número médio de sinais que seríamos capazes de detectar na Terra é menor que um (Scientific Reports, doi.org/b562). Isso implica que, mesmo se houver muitos alienígenas lá fora, talvez nunca possamos ouvi-los.

Outros entusiastas do SETI se ofendem com o pessimismo de Grimaldi. Seth Shostak (Instituto SETI) e Avi Loeb (Harvard) questionam as suposições que ele usou. Shostak diz,

Você tem que fazer algumas suposições sobre o que os alienígenas estão fazendo em todos esses cálculos, infelizmente, e o conjunto de dados que temos com a atividade alienígena é bastante escasso“, diz Shostak. Nosso único exemplo de vida inteligente está na Terra, e há pouca razão para esperar que o E.Ts se assemelhem a nós.

Mas se os E.Ts não se assemelham a nós em algum aspecto, tal como na inteligência, no desejo e na capacidade física de se comunicar com estranhos, como sabemos que eles iriam nos sinalizar? É por isso que alguns preferem escutar suas fugas inadvertidas. Mas Douglas Vakoch (Instituto SETI) quer uma comunicação em dois sentidos; É por isso que ele é um campeão do METI (Messaging Extra-Terrestrial Intelligence) e presidente do METI International.

Ele deixa espaço para um toque de realismo. “No SETI, a teoria é grande, mas a observação é o padrão-ouro“, observa Vakoch. A atividade de busca frenética não é observação. É a detecção. Até agora, a detecção permanece no futuro. Se alguma coisa não aparecer em um tempo razoável, algum palhaço pode dizer que o “S” no SETI significa “caça ao snipe”.

Nota do autor: Avi Loeb é um cara inteligente e perspicaz, mas ele não parece entender que SETI é um exercício de detecção de design inteligente. Eis o que ele diz no artigo: “A questão de saber se você pode detectar um sinal não tem nada a ver com se é artificial ou natural, e os astrônomos rotineiramente detectam muitos tipos de sinais.” Por isso, ele implica que SETI não é mais difícil de detectar que um sinal natural, como os cliques de um pulsar. Mas todo o raciocínio do SETI é que mensagens antinaturais intencionais estão sendo enviadas. A inteligência é um tipo diferente de causa. Não segue processos naturais não guiados; usa leis para codificar informações (sinais de rádio, balizas a laser, espaçonaves).

Apesar do cálculo de Grimaldi de que a esperança de detecção se aproxima de zero, o povo do SETI continuará pesquisando. Por um lado, eles não querem olhar seu cavalo de presente gigante na boca. Por outro, isso significa segurança no trabalho. Finalmente, é uma busca religiosa. Eles devem ter sucesso de alguma forma no caminho, porque de outra forma aqueles desprezados criacionistas vão tirar sarro deles.

Fonte: Creation-Evolution Headlines.

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Everton F. Alves
Cofundador e Editor-chefe da Origem em Revista. Mestre em Ciências (Imunogenética) e Pós-graduando em Biotecnologia (Biologia Molecular) pela UEM. Autor de dezenas de publicações científicas na área Biomédica. Autor do livro "Teoria do Design Inteligente: evidências científicas no campo das ciências biológicas e da saúde". Membro da Sociedade Brasileira do Design Inteligente. Membro fundador do Núcleo Maringaense da Sociedade Criacionista Brasileira (NUMAR-SCB).